All these thoughts locked inside.
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Sentimentos, pensamentos, sonhos, desabafos ou simplesmente relatos de lembranças que eu possua... e das que eu não possuo também... coisas que muitas vezes as pessoas não querem ouvir, e você, muito menos, quer falar.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009, 15:17

Passado. Nem sempre ele fica onde deveria estar. Mesmo assim, peguei a caixa que repousava em cima do meu armário já há algum tempo. Senti meu estômago revirar de uma forma que não sei se conseguiria explicar com clareza. Hesitei ao abri-la. Senti algo como, não sei, talvez medo... Sentia como se abrir aquela caixa fosse me trazer tudo de volta - inclusive coisas das quais não gostaria de lembrar, coisas pelas quais não gostaria de passar novamente, mesmo que meu coração já estivesse sido resumido a água há algum tempo. Mas e as coisas boas? Minhas melhores lembranças estavam ali dentro também. Aliás, meu coração, ou o que sobrou dele, estava ali dentro. Finalmente, a abri. Fotos. Muitas, muitas fotos. As olhei... em especial uma, na qual estávamos na praia, no mesmo lugar onde ele me beijou pela primeira vez, onde ele me pediu em namoro, onde ele cantarolou a minha canção 'So hold me close and say three words like you used to do. Dancing on the kitchen tiles, yes, you make my life worthwhile, so I told you with a smile... It's all about you '. Na foto eu conseguia ver coisas das quais saberia que nunca mais compartilharia com ninguém... sorrisos sinceros, piadas internas, olhares cheios de vida e de amor. Aos 16 os dias eram bem melhores. Na caixa também haviam bilhetes, aqueles que ele sempre deixava na soleira da minha janela à noite. E havia uma carta. No envelope, uma sigla: SWALK. Na carta, o significado: 'SWALK (Sealed With A Loving Kiss - Selado com um beijo de amor)' Nela ele me explicava: na 2ª Guerra, os militares colocavam essa sigla nas cartas enviadas às namoradas que esperavam desesperadamente a volta deles para casa. Ironico ou não, ele nunca voltou. Coloquei a carta dentro do envelope novamente, sequei as lágrimas que, por mais que me esforçasse, não conseguia fazer parar de cair. Eu sabia, eu sempre soube. Não importava o quanto tempo eu vivesse, eu estaria sempre ali, esperando por ele. Como aquela música que gostávamos de cantar dizia 'soulmates never die ' . Never.


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